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Os modismos na Educação

“Bom seria se tudo pudesse ser aprendido vendo e fazendo, ao invés de lendo livros e prestando atenção nas aulas. Também seria bom se tudo o que tivéssemos de aprender fosse incrivelmente interessante no momento em que estamos aprendendo. E seria especialmente ótimo se você pudesse fazer ciência sem ter de primeiro estudar matemática, e aprender a ler sem ter de fazer qualquer memorização.

Esse, infelizmente, não é o caso.

Aprender a pensar envolve forçar (ou enganar) a sua memória a fazer coisas que não vêm naturalmente. Envolve descobrir uma maneira de manter a atenção em atividades de baixo estímulo (ou “entediantes”), ao evitar ou superar a distração. Envolve aprender a desenvolver representações externas de problemas com o objetivo de trabalhar neles sistematicamente.

No entanto, no pano de fundo da “educação progressista” ideal está a opinião de que aprender deve sempre ser fácil.

Se os estudantes estão achando algo difícil, ou se estão tendo problemas em se concentrar, ou se acham algo muito abstrato ou difícil de lembrar, isso deve ser uma consequência do mau ensino.

A lição aqui é que o fácil é frequentemente o inimigo da razão.

Mesmo assim, educadores têm ouvido durante anos que o seu trabalho é tornar as coisas fáceis para os alunos, ou apresentar as coisas de um modo que as torna intuitivamente acessíveis.

Isso não quer dizer que a escola deve consistir em nada além de aprendizado por memorização e treinos.

Isso significa apenas que há um caso mais forte a ser feito a favor do conservadorismo educacional, simplesmente porque as técnicas pedagógicas que herdamos são aquelas que foram sujeitas ao desenvolvimento e refinamento ao longo de mil anos.

Não há nada de errado com o ajuste delas aqui e ali, mas a ideia de que devemos ser capazes de refazer as escolas a partir do zero, substituindo inteiramente os métodos - quando na verdade compreendemos muito pouco sobre como as crianças aprendem - é a clássica arrogância racionalista.”


 

Os trechos acima são de um artigo de Joseph Heath, filósofo canadense, sobre a má influência dos modismos reformistas.

Nós, da escola Agnus Dei acreditamos que a escola precisa inovar, mas nunca se esquecer da sua principal função. Nos dias de hoje os alunos precisam atuar, sendo protagonistas de seu aprendizado, mas estratégias da escola tradicional, mencionadas acima, também desenvolvem habilidades e competências extremamente importantes para o indivíduo.

Tudo que é novo pode contribuir para a melhoria da educação, porém nós temos que ter o cuidado de observar os riscos que essas possíveis mudanças oferecem. Nem sempre um modismo que vem de fora de nosso país se adequa à nossa realidade e principalmente à nossa legislação.

Finalizando, destaco o que considero mais importante em uma escola de sucesso, o corpo docente.

São os professores que estão em sala de aula e sendo a educação um processo que demanda tempo, não pode ser a todo momento modificado.

Assim, o nosso corpo docente, juntamente com a coordenação pedagógica de nossa escola estão sempre atentos as atualidades e aproveitam apenas o que consideram útil para a nossa proposta pedagógica e que efetivamente irá refletir no sucesso de nosso aluno, enquanto aprendiz.

Nossos alunos, seus filhos, não podem servir de experimentos para novas tendências, pois é o futuro deles que está em jogo!

Nossa história constrói o seu futuro!

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